A histoplasmose trata-se de infecção endêmica causada pelo fungo dimórfico Histoplasma capsulatum var. capsulatum. A maioria dos casos agudos de infecção é subclínica e benigna em hospedeiros imunocompetentes. No entanto, quadros clínicos graves são vistos em pessoas gravemente imunossuprimidas, crianças com menos de 2 anos, idosos e pessoas expostas a grande inóculo. Os ensaios para detecção de antígenos na histoplasmose são superiores aos exames de detecção de anticorpos. Durante a infecção pelo H. capsulatum, o antígeno é liberado pelas células fúngicas e detectado em fluidos corporais como soro (sangue), líquido pleural, lavado broncoalveolar, líquor e urina. A detecção do antígeno pode ser particularmente útil nos quadros mais graves, especialmente em indivíduos infectados com o HIV, que freqüentemente tem a forma disseminada da histoplasmose e não produzem anticorpos detectáveis. A detecção do antígeno apresenta sensibilidade maior que 90% na urina e maior que 80% no soro em pacientes com histoplasmose disseminada. Em geral, os pacientes com histoplasmose disseminada têm níveis elevados de antigenúria e este parâmetro pode ser útil para monitorar a resposta ao tratamento. Resultados falso-positivos de testes de detecção do antígeno podem ocorrer em pacientes com paracoccidioidomicose.